O início é assustador, pensamos o por que de termos feito tal escolha que nos custa tão caro.
São amigos, amores, trabalhos, lugares que se vão do nada e sem explicação.... Naquele momento não vemos direção. Nos sentimos perdidos, sozinhos, isolados...
Sem entender por que o preço é tão caro.
O que dói na verdade é a quebra das ilusões, é enxergar que nada do que vivemos até então era verdadeiro, e que abrir os olhos e enxergar a realidade não é tão colorido.
Eu mesma, por diversas vezes me pego pensando o quanto a ¨ignorância¨ é uma benção, as vezes eu invejo quem ainda dorme.
Eu tinha tudo o que um não desperto almeja, um cargo, um bom salário, uma vida estável diga-se assim, comprava o que eu queria, saía pra me divertir aos fins de semana, meus filhos bem arrumadinhos, tinham tudo o que eles queriam.... Mas aquilo não me fazia feliz, eu não estava onde eu deveria estar, eu não estava onde minha alma ansiava estar. Eu fui enrrolando, enrrolando, até que chegou um dia em que eu não tive mais como evitar, chamei minha chefe, e pedi definitivamente minha demissão. Quando as coisas são pra acontecer elas simplesmente acontecem, era aquele o momento. Eu ja havia anteriormente mencionado a ela que eu gostaria de sair e ela sempre me negou, dizia que não faria, nem acordo e nem me daria demissão, mas naquela ruptura de momento, o impensável (pra ela) aconteceu, me perguntou se eu tinha certeza, pediu pra que eu ficasse mais dois dias e pós ir ao escritório que ela faria um acordo mútuo comigo.
Quando ela me disse: ¨Passa no escritório na segunda¨ eu pensei na hora: "Caraca, o que eu fiz da minha vida?" E mesmo eu sabendo que aquela era a decisão mais acertada para o momento, aquela fraze: "o que eu fiz da minha vida?" ficou reverberando na minha mente por longos três meses, foram três meses que o meu subconsciente ficou em estado de alerta de sobrevivência, até que um dia eu olhei pra minha menina com arrecém 2 anos feitos, e desde que ela nascera eu nunca havia sido mãe dela de fato, voltei a trabalhar quando ela tinha quatro meses de vida e nunca mais parei, saía de casa as 10:30 da manhã e voltava meia noite, 1 hora da manhã, não tinha um domingo no mês, minha única folga era na segunda-feira em que eu tinha que dividir o dia em ser mãe dos quatro, cozinhar, lavar, limpar, descansar... Não tinha tempo de qualidade com eles. Então quando olhei pro rostinho dela sorrindo eu parei e pensei: "O que que eu to fazendo?"
"- Marci, respira... Ta tudo bem, tu agiu da melhor forma possível e tua filha precisa de ti, teus filhos precisam de uma mãe, tira esse peso das tuas costas e olha a oportunidade que o universo ta te dando!" -SIM GENTE.... Eu falo sozinha, o tempo todo, isso faz com que eu me organize internamente, e naquele segundo eu entendi que mesmo eu sendo espiritualizada, desperta, eu estava com a minha vibração baixissima pelo simples fato de que eu estava acomodada naquela vida, mesmo sabendo que ela não me pertencia. O Alma Solta, ja estava todo desenhado e eu colocava a culpa no tempo, agora eu tinha tempo, e então comecei a finalmente tira-lo do papel.... Abrir os olhos foi desconfortável.... Mas eu abri, parei de deixar as coisas pra amanhã e decidi ser a mulher que eu desenhei lá atrás - e colocava a culpa no tempo- agora.
Sei que ainda estou no processo, mas somente em ver as mudanças, em olhar meu reflexo no espelho e ver o meu brilho, e ter direito de escolha e não aceitar somente o que aparece, em saber o caminho da minha jornada, e a identificar as conduções que condizem com o meu trajeto, dizer não com convicção a oportunidades que em outros momentos regozijaria meu coração. Ter o vincúlo com minha menina, e ser pra ela o adulto que não foram pra mim... Cara, não tem preço.
Eu sou MARCIELE FAGUNDES OU MARCI FAGUNDEXX ESCRITORA, TERAPEUTA HOLÍSTICA, MÃE DE QUATRO CRIANÇAS LINDAS E DESPERTA FORA DA CAIXA, por que a caixa.... Ah a caixa.... Eu explodi!
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